ao menos saber porque,
lancei meu destino
nas mãos incertas da sorte
sangrei ao cair sozinha,
contemplei face a face
os negros olhos da morte
q como lagos de águas turvas
clamavam meu nome
busquei mil respostas,
para uma única questão
mas quando olhei no espelho
me deparei com a vergonha
perguntei a mim mesma
"quem és tu?"
e o silêncio pairou no ar
sem resposta uma fria lágrima rolou,
lavando minha face
marcada pela dor;
dor de haver esquecido de cuidar de mim
tanto amei, tanto busquei
mil essências experimentei
mas permiti que se perdesse a mais rara delas,
me perdi buscando encontrar alguém
que talvez nem sequer tenha sonhado em buscar me encontrar...
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